martes, 22 de abril de 2014

Colocación dos posesivos

A colocación dos posesivos cando son usados atributivamente dentro dun SN é moi variábel en galego.

Como é ben sabido, o galego require dun determinante (por norma artigo definido, mais tamén pode ser o indefinido e até un demostrativo) que o preceda. Nisto, funciona como outras linguas como o italiano:
  • Co artigo definido: o meu amigo
  • Co artigo indefinido: un meu amigo
  • Co demostrativo: ese meu amigo


O determinante é xeralmente omitido cando se trata dos nomes de parentesco directo:
  • Meu pai
  • Túa nai / mai

Á diferenza do portugués, pode manter o posesivo prenominal nos tres casos, mais tamén, neses tres mesmos casos, pode colocar o posesivo tras o nome:
  • O amigo meu
  • Un amigo meu
  • Ese amigo meu


A diferenza entre os primeiros e os segundos é estilística nos exemplos con artigo indefinido e posesivo, mentres que no primeiro caso estamos ante unha forma non marcada (o meu amigo) e outra marcada (o amigo meu), cun valor algo enfático, aínda que non é excesivamente clara esta distinción, se ben, a primeira forma é moito máis frecuente que a segunda (de aí que digamos que se poida considerar lixeiramente marcada). De facto, o propio español utilizaría a segunda cunha marca moito máis relevante:
  • [-marcado]: su amigo
  • [+marcado]: el amigo suyo

No entanto,  forma prenominal é preferíbel cando hai máis elementos que acompañan o nome:
  • O meu auto italiano
  • O auto meu italiano (sería aceptábel, mais cun valor contrastivo: o auto meu que é italiano, porque teño outro(s) que non o é/son).

A forma posesiva del(a), usada para evitar confusións, é porén sempre posnominal.



A colocação dos possessivos quando som usados atributivamente dentro dum SN é mui variável em galego.

Como é bem sabido, o galego requer dum determinante (por norma artigo definido, mas também pode ser o indefinido e até um demostrativo) que o preceda. Nisto, funciona como outras línguas como o italiano:
  • Com o artigo definido: o meu amigo
  • Com o artigo indefinido: un meu amigo
  • Com o demostrativo: ese meu amigo


O determinante é geralmente omitido quando se trata dos nomes de parentesco direto:
  • Meu pai
  • Tua nai / mãe
À diferença do português, pode manter o possessivo prenominal nos três casos, mas também, nesses três mesmos casos, pode colocar o posesivo trás o nome:
  • O amigo meu
  • Um amigo meu
  • Esse amigo meu


A diferença entre os primeiros e os segundos é estilística nos exemplos com artigo indefinido e possessivo, mentres que no primeiro caso estamos ante uma forma não marcada (o meu amigo) e outra marcada (o amigo meu), com um valor algo enfático, ainda que não é excesivamente clara esta distinção, se bem, a primeira forma é muito mais freqüente que a segunda (daí que digamos que se poda considerar ligeiramente marcada). De facto, o próprio espanhol utilizaria a segunda com uma marca muito mais relevante:
  • [-marcado]: su amigo
  • [+marcado]: el amigo suyo
No entanto,  a forma prenominal é preferível quando há mais elementos que acompanham o nome:
  • O meu auto italiano
  • O auto meu italiano (sería aceitável, mas com um valor contrastivo: o auto meu que é italiano, porque tenho outro(s) que nom o é/som).

A forma possessiva del(a)usada para evitar confusões, é porém sempre posnominal.






'Del(a)'

A contracción de de cos pronomes el, ela, eles, ela ten algúns valores especiais que analizaremos a seguir.

En primeiro lugar, trátase da mera contracción:
  • Non sei nada del(a) desde hai meses.
  • Deles non che quero nada.

En segundo lugar, ten valor de posesivo sempre posnominal. Imos, xa que logo, ocuparnos do segundo valor, o de posesivo, visto que ten un valor especial.

Dunha banda, non debe ser confundido con de seu.

Doutra banda, equivale a seu, súa cando este posesivo fai referencia á terceira persoa, non á persoa de cortesía (vostede). Por tanto, na maioría dos casos, son intercambiábeis:
  • A súa casa = a casa súa = a casa del(a).

Como posesivo, del(a) é sempre posnominal, mais pode funcionar tanto atributiva canto predicativamente:
  • Esa casa é súa /del(a)
  • Esa é a casa del(a)


A contraçom de de com os pronomes ele, ela, eles, ela tem alguns valores especiais que analisaremos a seguir.

En primeiro lugar, trata-se da mera contraçom:
  • Não sei nada dele/dela desde há meses.
  • Deles não te' quero nada.

Em segundo lugar, tem valor de possessivo sempre posnominal. Imos, já que logo, ocupar-nos com o segundo valor, o de possessivo, visto que tem um valor especial.


Por um lado, nom deve ser confundido com de seu.

Por outro lado, equivale a seu, sua quando este possessivo fai referência à terceira pessoa, nom à pessoa de cortesia (você). Portanto, na maioría dos casos, son intercambiáveis:
  • A sua casa = a casa sua = a casa dele/a.
Como possessivo, dele/a é sempre posnominal, mas pode funcionar tanto atributiva quanto predicativamente:
  • Essa casa é sua /dele/a
  • Essa é a casa dele/a

'De seu'

Unha das formas máis interesantes do galego é o uso de formas analíticas de posesivo posnominal introducidas coa preposición de e mais o posesivo en masculino singular invariábel. Trátase dunha forma enfática cuxo valor equivale a "propio".

O paradigma é así:

       1PS:    de meu
       2PS:    de teu
       3PS:    de seu
       1PP:    de noso
       2PP:    de voso
       3PP:    de seu

Estas estruturas úsanse tanto atributivas canto predicativas.
  • É unha manía de seu (= "é unha manía moi propia del /dela)
  • A idea foi de seu (que é moito máis enfática que: a idea foi súa, onde até se pode exprimir a admiración ou a estrañeza do falante pola idea en cuestión)

Non se debe confundir de seu con del/dela. O primeiro, como diciamos, ten un valor marcado do que carece o segundo:
  • Esa casa é de seu (a propiedade da casa é exclusiva do posuidor e iso remárcase)
  • Esa casa é del(a) (sen valor enfático, substituíbel por: Esa casa é súa)


Uma das formas mais interessantes do galego é o uso de formas analíticas de posesivo posnominal introduzidas com a preposição de e mais o possessivo em masculino singular invariável. Trata-se duma forma enfática cujo valor equivale a "próprio".

O paradigma é assim:

       1PS:    de meu
       2PS:    de teu
       3PS:    de seu
       1PP:    de nosso
       2PP:    de vosso
       3PP:    de seu

Estas estruturas som usadas tanto atributivas quanto predicativas.
  • É uma mania de seu (= "é uma mania mui própria dele /dela)
  • A ideia foi de seu (que é muito mais enfática que: a idea foi sua, onde até se pode exprimir a admiração ou a estranheza do falante pola ideia em questão)
Não se deve confundir de seu com dele/dela. O primeiro, como dizíamos, tem um valor marcado do que carece o segundo:
  • Essa casa é de seu (a propriedade da casa é exclusiva do possuidor e isso remarca-se)
  • Essa casa é dele/a (sem valor enfático, substituível por: Essa casa é sua)